quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: Calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.

Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011


Dizer "te amo" é muito facil, o dificil é provar que ama mesmo.

Antes [...]


Antes eu tinha um terrível medo do buraco enorme [solidão] dentro de mim, do vazio. 
Hoje eu tenho medo dos buracos profundos que as pessoas podem deixar aqui dentro.



Caroline V.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Medo do Fracasso.

Sabe aquele momento que todos esperam algo de você,só que você não sabe se consegue realizar aquilo que esperam, estou nesse momento. Tá eu nunca acreditei em mim, no meu potencial. Não sou dessas pessoas que tem total confiança em si mesmo. Mas agora, nesse caso, é total diferente, é uma equipe que espera pelo o meu sucesso, são amigos, profissonais, e principalmente os meus PAIS. Eu não posso desapontar eles, eu não posso. Eu quero fazer com que eles sintam orgulho de mim, só que é difícil. Eu simplesmente tenho medo, e é isso que me bloqueia. Tenho medo de desapontar todos, tenho medo do fracasso, só tenho medo.


(não é fácil sentir que você não é capaz)
Caroline V.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Maneira mais bonita.



Acho que fiz tudo do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei.

Caio F.

Carrega com você


O que adianta você mudar o visual, o seu jeito de falar, e até suas amizades. 
Se o que você carrega dentro de você é um desastre mortal, envolvendo sentimentos revirados e buracos mal tampados.

Caroline V.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Daniel Radcliffe


Algumas pessoas acham que podem entrar e sair de nossas vidas quando bem entendem. Um dia elas se surpreenderão ao encontrar a porta fechada.

 Daniel R.

Não saber ...


Ruim mesmo é quando você não sabe se desiste ou se continua tentando.

domingo, 10 de julho de 2011

Dedicado a uma pessoa.

Minha doce donzela!
Enfrente a tempestade noturna, como os pássaros.
Ao amanhecer, mesmo com seus ninhos derrubados.
Eles cantam sem palco e platéia!
Para eles, a vida é uma grande festa!

Minha querida princesa!
Não tenha medo da vida,
Tenha medo de não viver,
Não tenha medo de cair,
Tenha medo de não caminhar.
Rasgue seu coração, entregue-se,
Deixe este aventureiro descobri-la! 
 
Retirado do livro " O Futuro da Humanidade" de Augusto Cury
pagina: 199 

73.



Esquecer.

 

 Hoje acordei precisando de um abraço, sei lá, jogar conversa fora, só pra esquecer aquilo que me persegue.

Caroline V.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

71.



E sempre volta

  
E você me olha com essa carinha banal de "me espera só mais um pouquinho". Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta.

Tati Bernardi.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Solidão

 

 Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.

Augusto Cury.

F E L I C I D A D E !


  - Ser feliz é ser capaz de dizer "eu errei", é ter sensibilidade para falar "eu preciso de você", é ter ousadia para dizer "eu te amo".



Retirado do livro: " O futuro da Humanidade " de Augusto Cury,
pagina: 211 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sensações

 
Hoje acordei com aquela sensação que vem do coração mas se sente no estômago.
 PC Siqueira.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Avril Lavigne


 
Cumprir todas as regras tornaria minha vida tão chata. Eu quero poder dizer que extrapolei. Então, tirem meus pés do chão. Me dêem qualquer coisa que faça eu me sentir viva.


Avril l.

Ponto de Interrogação.

  ?
 Hoje me disseram que o que sinto por você não é amor. Então fiquei pensando, será que isso tudo que falo que sinto por você, não e minha teimosia? Será que já não me acostumei com você ao meu lado, e só não consigo parar de deixar esse costume? Colocaram um ponto de interrogação dentro de mim, e agora realmente não sei o que eu sinto, sei la se é amor ou paixão. A única certeza que eu tenho, e que eu não consigo viver sem você e meu coração só sabe te querer.

Caroline V.

Preferir


 
 Eu prefiro ter um coração partido, do que viver sem saber o que é amar e ser amado.


Caroline V.

sábado, 25 de junho de 2011

Taylor Swift


 Acontece que liberdade não é nada perto de saudades suas.


Taylor S.

Dar um tempo

Não conheço algo mais irritante do que dar um tempo, para quem pede e para quem recebe. O casal lembra um amontoado de papéis colados. Papéis presos. Tentar desdobrar uma carta molhada é difícil. Ela rasga nos vincos. Tentar sair de um passado sem arranhar é tão difícil quanto. Vai rasgar de qualquer jeito, porque envolve expectativa e uma boa dose de suspense. Os pratos vão quebrar, haverá choro, dor de cotovelo, ciúme, inveja, ódio. É natural explodir. Não é possível arrumar a gravata ou pintar o rosto quando se briga. Não se fica bonito, o rosto incha com ou sem lágrimas. Dar um tempo é se reprimir, supor que se sai e se entra em uma vida com indiferença, sem levar ou deixar algo. Dar um tempo é uma invenção fácil para não sofrer. Mas dar um tempo faz sofrer pois não se diz a verdade.
Dar um tempo é igual a praguejar “desapareça da minha frente”. É despejar, escorraçar, dispensar. Não há delicadeza. Aspira ao cinismo. É um jeito educado de faltar com a educação. Dar um tempo não deveria existir porque não se deu a eternidade antes. Quando se dá um tempo é que não há mais tempo para dar, já se gastou o tempo com a possibilidade de um novo romance. Só se dá o tempo para avisar que o tempo acabou. E amor não é consulta, não é terapia, para se controlar o tempo. Quem conta beijos e olha o relógio insistentemente não estava vivo para dar tempo. Deveria dar distância, tempo não. Tempo se consome, se acaba, não é mercadoria, não é corpo. Tempo se esgota, como um pássaro lambe as asas e bebe o ar que sobrou de seu vôo. Qualquer um odeia eufemismo, compaixão, piedade tola. Odeia ser enganado com sinônimos e atenuantes. Odeia ser abafado, sonegado, traído por um termo. Que seja a mais dura palavra, nunca dar um tempo. Dar um tempo é uma ilusão que não será promovida a esperança. Dar um tempo é tirar o tempo. Dar um tempo é fingido. Melhor a clareza do que os modos.
Dar um tempo é covardia, para quem não tem coragem de se despedir. Dar um tempo é um tchau que não teve a convicção de um adeus. Dar um tempo não significa nada e é justamente o nada que dói. Resumir a relação a um ato mecânico dói. Todos dão um tempo e ninguém pretende ser igual a todos nessa hora. Espera-se algo que escape do lugar-comum. Uma frase honesta, autêntica, sublime, ainda que triste. Não se pode dar um tempo, não existe mais coincidência de tempos entre os dois. Dar um tempo é roubar o tempo que foi. Convencionou-se como forma de sair da relação limpo e de banho lavado, sem sinais de violência. Ora, não há maior violência do que dar o tempo. É mandar matar e acreditar que não se sujou as mãos. É compatível em maldade com “quero continuar sendo teu amigo”. O que se adia não será cumprido depois.

Retirado do livro “O amor esquece de começar” de Fabrício Carpinejar

Carla , 7 anos

Um medo?
Crescer.
Por que? Por que os adultos sempre tem o coração partido, e eu não quero ter o meu coração partido e muito menos partir o coração de alguém. Isso deve doer muito.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Marilyn Monroe



 Parte de mim tem medo de se aproximar das pessoas, pois teme que elas me deixem.

Marilyn M.

Só isso.

Pertencer.

Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou.
Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus.
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro.
Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.
Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida.
No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança.
Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido.
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho!

Clarice Lispector.

Medo.



Fonte de nossas imaginações bizarras, fontes de nossos fracassos, esse sentimento pode nos afastar das pessoas.
Em frente a ele,não conseguimos lutar pelos nossos objetivos, e ele vai ficando cada vez mais forte, e depois vai se tornando uma paranóia, uma doença.
E o medo é apenas a incapacitação do ser humano de concluir seus desejos,e é essa incapacibilidade que vai transformando as pessoas.
 
Caroline V.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Lady Gaga.


Não importa quem você é, de onde você veio,
o coração é sua identidade.


Lady G.

vivi, mas nem sei.


[...] estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi,  
tenho medo dessa desorganização profunda.


Clarice Lispector.

Acomodou em mim.



  A infelicidade bateu na minha porta, e eu abri pensando que seria você, ela se aproveitou e se acomodou aqui dentro de mim.


Caroline V.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Selena Gomez



Você escuta quando eu falo, você faz meus joelhos ficarem fracos e eu só quero você do meu lado.


Selena Gomez.

Além do ponto

Chovia, chovia, chovia e eu ia indo por dentro da chuva ao encontro dele, sem guarda-chuva nem nada, eu sempre perdia todos pelos bares, só levava uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito, parece falso dito desse jeito, mas bem assim eu ia pelo meio da chhuva, uma garrafa de conhaque na mão e um maço de cigarros molhados no bolso. Teve uma hora que eu podia ter tomado um táxi, mas não era muito longe, e se eu tomasse um táxi não poderia comprar cigarros nem conhaque, e eu pensei com força então que seria melhor chegar molhado da chuva, porque aí beberíamos o conhaque, fazia frio, nem tanto frio, mais umidade entrando pelo pano das roupas, pela sola fina esburacada dos sapatos, e fumaríamos beberíamos sem medidas, haveria música, sempre aquelas vozes roucas, aquele sax gemido e o olho dele posto em cima de mim, ducha morna distendendo meus músculos. Mas chovia ainda, meus olhos ardiam de frio, o nariz começava a escorrer, eu limpava com as costas das mãos e o líquido do nariz endurecia logo sobre os pêlos, eu enfiava as mãos avermelhadas no fundo dos bolsos e ia indo, eu ia indo e pulando as poças d'água com as pernas geladas. Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa para beber um gole, mas não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, se sorrisse, e quase certamente sim, quando o encontrasse, para que não visse o dente quebrado e pensasse que eu andava relaxando, sem ir ao dentista, e eu andava, e tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era. Começou a acontecer uma coisa confusa na minha cabeça, essa história de não querer que ele soubesse que eu era eu, encharcado naquela chuva toda que caía, caía, caía e tive vontade de voltar para algum lugar seco e quente, se houvesse, e não lembrava de nenhum, ou parar para sempre ali mesmo naquela esquina cinzenta que eu tentava atravessar sem conseguir, os carros me jogando água e lama ao passar, mas eu não podia, ou podia mas não devia, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar indo ao encontro dele, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar indo ao encontro dele, que me abriria a porta, o sax gemido ao fundo e quem sabe uma lareira, pinhões, vinho quente com cravo e canela, essas coisas do inverno, e mais ainda, eu precisava deter a vontade de voltar atrás ou ficar parado, pois tem um ponto, eu descobria, em que você perde o comando das próprias pernas, não é bem assim, descoberta tortuosa que o frio e a chuva não me deixavam mastigar direito, eu apenas começava a saber que tem um ponto, e eu dividido querendo ver o depois do ponto e também aquele agradável dele me esperando quente e pronto.

Um carro passou mais perto e me molhou inteiro, sairia um rio das minhas roupas se conseguisse torcê-las, então decidi na minha cabeça que depois de abrir a porta ele diria qualquer coisa tipo mas como você está molhado, sem nenhum espanto, porque ele me esperava, ele me chamava, eu só ia indo porque ele me chamava, eu me atrevia, eu ia além daquele ponto de estar parado, agora pelo caminho de árvores sem folhas e a rua interrompida que eu revia daquele jeito estranho de já ter estado lá sem nunca ter, hesitava mas ia indo, no meio da cidade como um invisível fio saindo da cabeça dele até a minha, quem me via assim molhado não via nosso segredo, via apenas um sujeito molhado sem capa nem guarda-chuva, só uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito. Era a mim que ele chamava, pelo meio da cidade, puxando o fio desde a minha cabeça até a dele, por dentro da chuva, era para mim que ele abriria sua porta, chegando muito perto agora, tão perto que uma quentura me subia para o rosto, como se tivesse bebido o conhaque todo, trocaria minha roupa molhada por outra mais seca e tomaria lentamente minhas mãos entre as suas, acariciando-as devagar para aquecê-las, espantando o roxo da pele fria, começava a escurecer, era cedo ainda, mas ia escurecendo cedo, mais cedo que de costume, e nem era inverno, ele arrumaria uma cama larga com muitos cobertores, e foi então que escorreguei e caí e tudo tão de repente, para proteger a garrafa apertei-a mais contra o peito e ela bateu numa pedra, e além da água da chuva e da lama dos carros a minha roupa agora também estava encharcada de conhaque, como um bêbado, fedendo, não beberíamos então, tentei sorrir, com cuidado, o lábio inferior quase imóvel, escondendo o caco do dente, e pensei na lama que ele limparia terno, porque era a mim que ele chamava, porque era a mim que ele escolhia, porque era para mim e só para mim que ele abriria a sua porta.


Chovia sempre e eu custei para conseguir me levantar daquela poça de lama, chegava num ponto, eu voltava ao ponto, em que era necessário um esforço muito grande, era preciso um esforço muito grande, era preciso um esforço tão terrível que precisei sorri mais sozinho e inventar mais um pouco, aquecendo meu segredo, e dei alguns passos, mas como se faz? me perguntei, como se faz isso de colocar um pé após o outro, equilibrando a cabeça sobre os ombros, mantendo ereta a coluna vertebral, desaprendia, não era quase nada, eu mantido apenas por aquele fio invisível ligado à minha cabeça, agora tão próximo que se quisesse eu poderia imaginar alguma coisa como um zumbido eletrônico saindo da cabeça dele até chegar na minha, mas como se faz? eu reaprendia e inventava sempre, sempre em direção a ele, para chegar inteiro, os pedaços de mim todos misturados que ele disporia sem pressa, como quem brinca com um quebra-cabeça para formar que castelo, que bosque, que verme ou deus, eu não sabia, mas ia indo pela chuva porque esse era meu único sentido, meu único destino: bater naquela porta escura onde eu batia agora. E bati, e bati outra vez, e tornei a bater, e continuei batendo sem me importar que as pessoas na rua parassem para olhar, eu quis chamá-lo, mas tinha esquecido seu nome, se é que alguma vez o soube, se é que ele o teve um dia, talvez eu tivesse febre, tudo ficara muito confuso, idéias misturadas, tremores, água de chuva e lama e conhaque batendo e continuava chovendo sem parar, mas eu não ia mais indo por dentro da chuva, pelo meio da cidade, eu só estava parado naquela porta fazia muito tempo, depois do ponto, tão escuro agora que eu não conseguiria nunca mais encontrar o caminho de volta, nem tentar outra coisa, outra ação, outro gesto além de continuar batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, na mesma porta que não abre nunca.


Caio F.

domingo, 19 de junho de 2011

Demi Lovato




Já parou pra pensar em quantas lágrimas você derramou por alguém que não merecia nem um sorriso?

 Demi Lovato.

Caminha.

 
  
Nada muda no mundo quando você não caminha ao meu lado, as pessoas quase não percebem que falta metade do meu corpo e que eu não posso ser muito simpática porque toda a minha energia está concentrada para eu não tombar.


Tati Bernardi.

mundo babaca.


Eu sofro sendo assim, eu sofro porque, quando você acha mais da metade do mundo babaca, você passa muito tempo sozinho.


Tati Bernardi.

Marcas.


E aquelas marcas que você deixou, ainda estão em mim, por fora e por dentro.


Caroline V.

Dentro eu.



É isso que se passa dentro de mim, se for capaz de enxergar, vai conseguir me entender.


Caroline V.

Se quer a verdade ♪


   
Se quer a verdade, ainda tô sofrendo
Com aquela ferida que você deixou
tô pela metade, coração doendo
E o tempo não tá melhorando essa dor.

Dablio Moreira.

sábado, 18 de junho de 2011

Kristen Stewart

 

Quando você se apaixona pela primeira vez, você tem a sensação de que está mais forte do que todos os outros.
 
 Kristen Stewart

SOL.



 Posso te garantir que o verão solitário me deixou mais mulher, mais leve e mais bronzeada e que, depois de sofrer muito querendo uma pessoa perfeita e uma vida de cinema, eu só quero ser feliz de um jeito simples. Hoje o céu ficou bem nublado, mas depois abriu o maior sol.


Tati Bernardi

Futuro.

 

 Olho pro passado e sinto uma enorme saudade, depois olho pro futuro e vejo que essa saudade, não é nada se comparado com o que esta por vim.


Caroline V.

separados.

 


E hoje sonhei que você estava pegando um caminho diferente daquele que a gente tinha planejado.



Caroline V.

Lembranças.



E hoje as lembranças vieram, e por incrível que pareça, não me trouxeram dor.


Caroline V.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Homer Simpson



   Um brinde a cerveja: a solução e a causa de todo os nossos problemas.


Homer S.

TODA/FALHA!


Toda rua termina em muro
Toda palavra representa uma falha.

insuportável

  
Por mais alto que eu grite, por mais insuportável que seja a minha dor, as pessoas só escutarão o silêncio...


Dalton M.

Reinventar!



A vida só é possível reinventada.

Cecília Meireles.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Barco furado.

Não espero nenhum olhar, não espero nenhum gesto, não espero nenhuma cantiga de ninar. Por isso estou vivo. Pela minha absoluta desesperança, meu coração bate ainda mais forte. Quando não se tem mais nada a perder, só se tem a ganhar. Quando se para de pedir, a gente está pronto para começar a receber. O futuro é um abismo escuro, mas pouco importa onde terminará a minha queda. De qualquer forma, um dia seremos poeira. Quem é você? Quem sou eu? Sei apenas que navegamos no mesmo barco furado, e nosso porto é desconhecido. Você tem seus jeitos de tentar. Eu tenho os meus. Não acredito nos seus, talvez também não acredite nos meus próprios. Não lhe peço que acredite em mim.


sábado, 28 de maio de 2011

VOCÊ!

Venha logo, traga de volta a minha certeza, não deixe, por favor, não deixe. Traga um agasalho para esquentar a minha falta de amor e ganhe em troca um ingresso para a minha fidelidade. Não espere o horário do trânsito livre, não espere ouvir o que você não quer, não espere a vida dar merda para colocar a culpa na vida. Eu ainda estou aqui por você, limpa, ilesa, sua. Mas cada milímetro do meu corpo me implora por vida, por magia, por encantamento. Por favor, me roube, não deixe, não esqueça do nosso pacto em não ser mais um daqueles casais que não conversam no restaurante e reparam tristes nos outros. (...) É fácil, basta você querer, eu ainda quero tanto.
Venha agora, não espere o músculo, a piada, o botão, o calo, a saudade, o arrependimento, o vazio. Eu preciso sentir que você ainda sente, eu preciso que o seu coração dê um choque no meu, eu preciso saber que seu peito ainda aperta um pouco quando eu vou embora e se espalha como borboletas nas veias quando eu chego. Tudo o que eu quero, quando ele me olha sem pressa e sorri nervoso sem saber porque a gente procura se perder, é que você desligue o DVD e me diga que esse filme é batido e não tem final feliz. Eu quero que você grite dentro da minha cabeça que não precisamos disso e que, por alguma razão, quando a gente se afasta a dor é maior do que todo o mundo que nos espera. Eu ainda preciso que você me ache bonita, se surpreenda, me comemore e esqueça um pouco de todo o resto pra se encantar sem medo do tempo. Não me tire a razão, não me tire a honra, não me faça estragar tudo só para sentir o vento na cara de novo e a música alta. Berre e assopre em mim enquanto é tempo. Me coma na cozinha, quebre a mesa, faça um escândalo, qualquer coisa para tirar o cheiro de velório do meu ventre. Eu ainda quero viver para você. Venha agora, ganhe a corrida, passe todo o resto pra trás, é você quem eu continuo eternamente esperando na linha final.

É com você.

Por mais que todas as terapias do mundo, todas as auto-ajudas do universo e todos os amigos experientes do planeta me digam que preciso definitivamente não precisar de você, minha alma grita aqui dentro que, por mais feliz que eu seja, a festa é sempre pela metade.
É você quem eu sempre busco com minha gargalhada alta, com a minha perdição humana em festejar porque é preciso festejar, com a minha solidão cansada de se enganar.

alguma coisa.



É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar …


segunda-feira, 23 de maio de 2011

 
 Hoje em dia o homem sabe o preço de tudo, mais o valor de nada. 


Caroline V.

terça-feira, 10 de maio de 2011

seria diferente?


Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido


C.F

verdade.

 

Só que homossexualidade não existe, nunca existiu. Existe sexualidade - voltada para um objeto qualquer de desejo. Que pode ou não ter genitália igual, e isso é detalhe. Mas não determina maior ou menor grau de moral ou integridade.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

vôo dos pássaros.

 
 
Não quero aparelhos para navegar.
Ando naufragado, ando sem destino.
Pelo vôo dos pássaros, quero me guiar.
Quero tua mão para me apoiar [..]


Jorge de Lima.

Pronominais.

 Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.



Oswald de Andrade

ridículo.


É tão ridículo sentir ciumes de alguém que não é seu, e é mais ridículo ainda, olhar para ela e dizer que estar tudo bem, quando na verdade esta tudo uma bosta.


Caroline V.

domingo, 1 de maio de 2011

Correndo.


 Estou correndo muito atrás do amor, e acho que esse é o problema, eu preciso deixa-lo ir e quando chegar a hora certa, ele vai me encontrar. Mais sinto um enorme medo, que explode aqui dentro de mim, que me faz sofrer por não ter alguém, que me faz criar uma pessoa, que talvez nem possa existir, esse medo que me incomoda, e que cada vez vem crescendo. Pode ser paranóia minha, mas eu acho que é esse momento exato que preciso de alguém. Estou me sentindo tão vazia, tão incompleta, que passo a criar uma ilusão, talvez posso ate sentir algum amor platónico, sentir algo que posso me deixar mais viva, que possa me fazer esquecer esse medo terrível que tenho. Acho que só estou procurando sentir algo, sentir que não estou sozinha, que essa solidão que sinto, vai passar e descobrir que realmente alguém possa me amar.


Caroline V.

importa.


Eu te amo e quero ver você feliz, e o que mais importa para mim e ser a causa da sua felicidade, mas se eu não te faço feliz, vou deixar você ir, para que possa ser feliz com a pessoa que você realmente ama.


Caroline V.

vou.


Seu coração disse pra sua cabeça, vá, e sua cabeça disse pra sua coragem, vou, e sua coragem respondeu, vou nada, mas sua boca não ouviu e beijou.


Adriana Falcão.

pois é.


Calado até um idiota se passa por inteligente.



Falcão.

sábado, 30 de abril de 2011

Foda-se


Te amo mesmo, talvez pra sempre. Mas nem por isso eu deixo de ser feliz ou viver minha vida. Foda-se esse amor. E foda-se você



Tati Bernardi.

sou.


Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!

 
Tati Bernardi.

Sozinha.


Tudo dói, e eu já nem sei mais para onde ir, nem o que fazer, se ao menos - Você me amasse um pouco, não estaria aqui e agora . Neste bar . Sozinha.


Caio Fernando Abreu.

me leve.


Que a correnteza do mar me leve junto dela, que me faça esquecer de tudo, e ate de mim mesma se for preciso. Só quero ser embalada e confortada, para que um dia eu possa voltar e começar tudo de novo.


Caroline V.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Entender.

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo


Clarice Lispector

CREIO NELE.

Creio no amor, não estou falando de amor entre homem e mulher, mais sim, no amor quando um bombeiro ajuda a salvar uma vida, no amor quando se ajuda os mais necessitados, no amor quando você ajuda um animalzinho, no amor quando você rega uma flor, no amor dos ambientalistas com a natureza, no amor de uma criança ao seu animal, no amor dos fotógrafos ao tirarem varias fotos de paisagens perfeitas, no amor quando os pais vêem o seus filhos crescido e felizes, no amor da união entre as nações, no amor ao seu Deus, no amor que uma pessoa carrega sobre um objeto, no amor entre as paisagens mais lindas e loucas e um aventureiro, no amor ao uma borboleta que acabou de nascer, no amor do HOMEM para a NATUREZA, no amor de viver.


Caroline V.

ilusão.

Vivo de uma ilusão, criada por mim, e nela , eu posso tudo e com tudo. E é o amor, que me prende nessa alucinação, eu vivo apaixonada e essa paixão me consome e me invade de um jeito louco, as vezes fico delirando nos meus pensamentos, sonhando alto, e sempre quando me desperto dessa minha louca ilusão, desse sentimento que me prende e não me deixa viver direito, eu me pergunto: Será que um dia ela vai ser minha? Será que meu sonho vai virar realidade?. É muito complicado achar as respostas para essas perguntas, igual é complicado também, tentar viver a realidade e parar de sonhar com o dia que vamos ser felizes.


Caroline V.

Pedi para minha mãe ...



- Me interna, tô infeliz pra caralho. 


Caio Fernando Abreu.

O que é


verdadeiro sempre volta.


 

terça-feira, 26 de abril de 2011

Serio.



  
As vezes fico pensando quando éramos crianças e tínhamos um imenso desejo de ser tornar adulto, pura burrice, que graça tem, em ter um emprego, preocupações, responsabilidades, filhos para criar, problemas para resolver, contas para pagar, casa para arrumar ?
Hoje eu vejo que pedir muito tempo da minha infância imaginando a minha vida adulta, queria poder voltar a ter, aquele sorriso e pensamento ingénuo que só uma criança tem, poder fazer as brincadeiras mais idiotas, e dar risada de tudo e todos, e entre todas essas coisas, poder viver, viver sem preocupação nenhuma.

Caroline V.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Choramos ...


... ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes.

William Shakespeare


mina.


 
Eu sei que fico em você. Eu sei que marco você. Marco fundo.
Eu sei que, daqui a um tempo, quando você estiver rodando na roda, vai se lembrar que, uma noite, sentou ao lado de uma mina louca que te disse coisas, que te falou no sexo, na solidão, na morte.


Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 20 de abril de 2011

eu!

Sou feita de carne e coração,
ração e emoção,
verdades e mentiras,
e principalmente de decepções e ilusões.



Caroline V.

Só você


Como posso descrever aquilo que sinto por você?
Sou apenas uma menina, em meio às confusões do meu coração, 
dos meus pensamentos e vontades.
Sei que sinto algo forte e inesquecível, algum sentindo, quem sabe o amor?
Um amor puro e jovem, recém-criado, com medo de errar, com medo de não ser correspondido, mais sempre esperando uma resposta, que só você pode dar.


Caroline V.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Não se perca, viu?


O que tem de ser, tem muita força. Ninguém precisa se assustar com a distância, os afastamentos que acontecem. Tudo volta! E voltam mais bonitas, mais maduras, voltam quando tem de voltar, voltam quando é pra ser. Acontece que entre o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde.


Caio Fernando Abreu

Most of the time ...

...  had better things to do
Criminal record says I broke in twice.

 Nickelback - Photograph


Desvio


Entre dois caminhos diferentes, 
duas vidas, cuja eu não sei qual será a melhor. 
Vivo pedindo um socorro, e sem olhar para trás, sigo em frente, 
com medo de errar, de atropelar alguns sentimentos. 
Mais sei que uma hora, eu devo pegar o meu desvio, devo escolher por onde 
posso percorrer, e construir quem sabe, uma linda estrada.

Caroline V.